Futebolistas estão no limite das suas capacidades. Quem o diz são os jogadores. FIFPro defende período obrigatório de férias de 4 semanas

Futebolistas estão no limite das suas capacidades. Quem o diz são os jogadores. FIFPro defende período obrigatório de férias de 4 semanas

Num inquérito recente realizado pela FIFPRO sobre o calendário oficial dos futebolistas profissionais, quase metade dos jogadores (46%) que jogaram mais de 50 partidas numa época, consideraram este número excessivo. A FIFPRO está preocupada com a falta de tempo que os jogadores têm para recuperar, de forma estarem preparados, física e mentalmente para a nova época, e teme que isso possa aumentar os problemas de saúde mental e lesões dos atletas.

A FIFPRO tem conhecimento de que, pelo menos 15 jogadores que participaram no Mundial tiveram um período de descanso entre duas a quatro semanas, devido à participação em fases pré-eliminatórias, para as competições europeias. Segundo a organização que representa mundialmente os profissionais de Futebol, esse período é insuficiente, defendendo  a criação de um que período mínimo de férias obrigatório de 4 semanas.

Este até é um número abaixo daquele que muitos jogadores consideraram ser necessário para recuperar totalmente da época transacta: em média, os jogadores internacionais A pelos seus países, consideram que cinco semanas é o tempo necessário para uma recuperação total.

Outras das necessidades apontadas por 88% dos jogadores inqueridos – 543 jogadores no total, dos quais 300 representam a sua selecção – é a criação um período de descanso de duas semanas, a meio da época.

Quase 1/4 dos jogadores inquiridos com mais de 50 jogos

Os resultados obtidos neste inquérito, dirigido a jogadores das principais ligas mundiais, mostram que dos jogadores que actuam nas suas selecções, 23% jogaram mais de 50 jogos e 10% mais de 60, isto sem contar com os jogos amigáveis durante a pré-época.

Segundo Dr Vincent Gouttebarge, chefe do departamento médico da FIFPro, “muitos dos melhores jogadores do mundo sentem que estão a jogar mais vezes do que com o qual se sentem confortáveis, o que os torna vulneráveis a lesões. É importante que sejam dados aos jogadores que regressem das selecções tempo suficiente para recuperarem totalmente.”

Mas não só: segundo o médico é importante que quando vêm de viagens longas, terem também períodos de recuperação mais longos, devido ao famoso jet leg (consequência da diferença horária entre países), algo que 63% dos inquiridos afirmou afectar a sua recuperação, desempenho e saúde.

No entanto, este cenário está bem longe da realidade. Quem o diz é o próprio médico, que dá como exemplo o que aconteceu neste Mundial:

“A realidade é que muitos jogadores estão sobre uma enorme pressão de actuarem ao seu melhor nível, em condições muito difíceis. Por exemplo, neste Mundial muitos dos jogadores juntaram-se à sua selecções durante o período de descanso obrigatório imposto pela FIFA – 21 a 27 de maio – e muitos irão regressar aos seus clubes pouco tempo após a competição”.

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