“Não pode competir de forma justa nos jogos Paralímpicos.” Sonia Cox, mãe da recordista mundial com Síndrome de Down

“Não pode competir de forma justa nos jogos Paralímpicos.” Sonia Cox, mãe da recordista mundial com Síndrome de Down

Imagine que é um recordista mundial em quatro modalidades mas não tem condições para competir de forma justa no maior palco desportivo do mundo. É essa a situação em que Charlotte Cox se encontra. A atleta que detém os recordes mundial (entre as atletas que sofrem do mesmo problema) de 100 metros e 400 metros corrida e salto em comprimento de longa e curta distância, tem lutado para que nos Jogos Paralímpicos seja criada uma categoria própria para atletas com síndrome de Down.

Cox e a sua família acreditam que a organização actual dos jogos é injusta, defendendo que os atletas com Síndrome de Down têm uma desvantagem física quando competem em conjunto com atletas com deficiências de aprendizagem, que são fisicamente aptos. 

Parece que a luta de Cox começa a ter os seus efeitos – pela primeira vez os Jogos INAS, que se realizarão em Paris no próximo mês, irão testar uma nova forma de separação dos atletas: atletas com autismo e com syndrome de down irão competir em competições distintas.

Charlotte Cox que foi seleccionada para representar a Grã Bretanha neste torneio espera que este primeiro passo sirva de pontapé de saída para uma mudança de organização dos Jogos Paralímpicos:

“São óptimas notícias e esperemos que não fique por aqui”, confessa a mãe da atleta, Sonia Cox. “Ainda não é aquilo que queremos alcançar, mas é um passo na direcção certa, e estamos muito entusiasmados por darmos esse primeiro passo. Mas obviamente que aquilo que queremos é que seja testado nos jogos Paralímpicos, visto que a Charlotte tem o sonho de participar nos jogos paralímpicos”, explica em declarações à Cambridgeshirelive.

Embora Cox já represente a selecção da Grã Bretanha há 9 anos, devido a esta categorização, Charlotte está claramente em desvantagem quando compete em competições como os Jogos Paralímpicos:

“As deficiências de aprendizagem cobrem um espectro muito abrangente. A Charlotte sente-se triste que no mundo dos atletas com Sindrome de Down ela detenha o recorde mundial, mas que não possa competir de forma justa contra os melhores, nos jogos Paralímpicos”, concluiu a mãe da atleta.

Veja o vídeo de apresentação Jogos INAS abaixo.

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